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Moda em Movimento: A Revolução dos Vídeos que Traduzem Essência

A forma de comunicar moda está mudando, e muito rápido na minha visão... Hoje, registrar um desfile vai muito além de “mostrar roupas”: tem que traduzir sensações, ritmo, textura, conceito… tem que revelar a alma e o conceito do projeto. No lançamento da marca UÓ, de marcelo sommer , essa visão ganhou força com o vídeo produzido pela hungryman , que transformou o desfile em uma obra audiovisual. Escaneamento digital, movimentos de drone, recortes precisos de edição e uma leitura sensível dos detalhes especialmente das peças criadas 100% em upcycling têxtil, eles criaram uma narrativa que amplia o propósito da coleção e coloca a circularidade como protagonista. O resultado é um filme que interpreta. É assim que vejo os novos caminhos da comunicação de moda: - menos registro, mais narrativa - menos equipamento, mais olhar - menos superfície, mais propósito A quem trabalha com imagem, branding, moda, inovação e storytelling: este vídeo é um case contemporâneo de como unir sensibili...

O estilista Gustavo Lins é famoso no Exterior e desconhecido por aqui.


Agora, ele quer subverter essa regra com a chegada de sua marca ao País

POR Natália Mestre


Formado em arquitetura, o estilista começou a pensar em roupas como se fossem esculturas. Foi assim que ele chamou a atenção dos críticos e passou a trabalhar com grandes nomes da moda como John Galliano


Nas passarelas da Semana da Moda de Paris, um desfile de peças inspiradas no tradicional quimono japonês, mas com uma releitura moderna, chamou a atenção da crítica. “Seus vestidos parecem verdadeiras esculturas de tecido”, declarou o crítico do jornal francês Le Figaro. Surpreendentemente, essas peças que foram sucesso no “solo sagrado” da alta-costura levavam a assinatura de um brasileiro quase desconhecido no Brasil. Quem ele é? Vamos às apresentações: o mineiro Gustavo Lins, 48 anos, é, desde 2007, membro convidado da Câmara Sindical da Alta-Costura em Paris, entidade que dita as regras da moda naquele país, o que o qualifica a exibir a sua arte ao lado de ícones como Dior e Chanel. Sua grife é vendida no Japão, nos Estados Unidos, Itália, Inglaterra, e seu próximo desafio, por incrível que pareça, é fincar a bandeira de sua marca no Brasil. “Estou em busca de investidores para trazer a minha grife ao mercado brasileiro”, disse à DINHEIRO Gustavo Lins, que pretende conversar com alguns grandes grupos de moda.

A ambição de Lins, porém, esbarra em um problema crucial no mercado de moda: a falta de notoriedade. Sua marca pode até ser famosa na Europa, mas, no Brasil, ainda é uma ilustre desconhecida. Apenas os especialistas sabem como ele trabalha. “O Gustavo Lins faz uma moda de qualidade, mas competir no Brasil com nomes consagrados não será fácil”, diz André Robic, diretor do Instituto Brasileiro de Moda. Ele terá de investir pesado, principalmente em marketing, para ganhar mercado. A julgar por sua trajetória no mundo fashion, Lins não parece enxergar dificuldades. Afinal, ele caiu de paraquedas no mercado de moda. Antes de se aventurar com o dedal e a tesoura, ele se formou em arquitetura, em Belo Horizonte. E foi durante o doutorado em arquitetura na Universidade de Barcelona, provando a sua tese de semiótica entre roupas e construções, que encontrou o seu caminho.

Em 1989, já em Paris, começou a trabalhar como assistente de Jean-Charles de Castelbajac, com quem desenvolveu uma moda de destaque, com muitas referências de arquitetura. Depois, Lins passou a trabalhar com os grandes da moda como John Galliano, Kenzo, Guy Laroche e Jean- Paul Gaultier, entre outros.


Em 2003, sentiu que era hora de criar a sua própria marca e abriu, no charmoso bairro do Marais, em Paris, o ateliê Gustavo Lins. Sua primeira coleção foi masculina. “A indústria masculina é muito mais rigorosa e perene. Ela dá mais segurança e credibilidade à marca”, revela. Somente depois vieram as peças femininas. Desde o início ele quis investir na moda de alto padrão. “Descer é mais fácil do que subir”, conta o designer, que logo de cara quis ter os mesmos fornecedores das grandes maisons com que estava acostumado a trabalhar.

Hoje, seu prêt-à-porter de luxo, como ele mesmo chama, é vendido em consagradas lojas multimarcas. Suas peças são consideradas caras: um casaco de inverno custa cerca de 4 mil euros, seus vestidos variam entre 400 a 1,5 mil euros. Todo o investimento sai do seu próprio bolso. Por isso, ele acredita que chegou a hora de encontrar um investidor, e enxergou a oportunidade no Brasil. “A moda brasileira é criativa e ousada. A qualidade das peças, contudo, deixa a desejar. Quero trazer o rigor técnico das indústrias europeias e desenvolver uma mão de obra mais qualificada.”



FONTE:http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/643/artigo161883-2.htm

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