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Destaques

Moda em Movimento: A Revolução dos Vídeos que Traduzem Essência

A forma de comunicar moda está mudando, e muito rápido na minha visão... Hoje, registrar um desfile vai muito além de “mostrar roupas”: tem que traduzir sensações, ritmo, textura, conceito… tem que revelar a alma e o conceito do projeto. No lançamento da marca UÓ, de marcelo sommer , essa visão ganhou força com o vídeo produzido pela hungryman , que transformou o desfile em uma obra audiovisual. Escaneamento digital, movimentos de drone, recortes precisos de edição e uma leitura sensível dos detalhes especialmente das peças criadas 100% em upcycling têxtil, eles criaram uma narrativa que amplia o propósito da coleção e coloca a circularidade como protagonista. O resultado é um filme que interpreta. É assim que vejo os novos caminhos da comunicação de moda: - menos registro, mais narrativa - menos equipamento, mais olhar - menos superfície, mais propósito A quem trabalha com imagem, branding, moda, inovação e storytelling: este vídeo é um case contemporâneo de como unir sensibili...

Milão – Capital da moda masculina por Henrique Steyer

Não é por nada que Milão é considerada o centro da moda masculina mundial. Lá é o berço das grandes marcas que ditam o que deve ser usado em cada estação. Os showrooms nas grandes avenidas como a Montenapoleone são de tirar o fôlego. Este ano, para driblar a crise, as vitrines estavam ainda mais surpreendentes. A maison do Valentino inovou ao instalar um sistema em suas vitrines que de tempos em tempos ficam embaçadas, escondendo os produtos ali expostos, gerando maior curiosidade naqueles que por ali transitam. Um show de tecnologia associada à tradição. 

As opções de roupas para homens são infinitas. Lá todas as cores, formatos e padronagens estão liberados. Não existe regra. O que existe é uma vontade enorme de ousar e se diferenciar. Lojas especializadas em meias apresentam opções nunca vistas por aqui. Cor de rosa, laranja, violeta – vale tudo! Nas ruas, é possível encontrar senhores de oitenta anos elegantemente vestidos com terno verde bandeira e gravata cor de rosa. 

Esse gosto pela inovação e por peças de vestuário de excelente qualidade não nasceu por acaso. Em países como a Itália, trabalhadores da classe média moram em apartamentos alugados e sabem que muito dificilmente conseguirão comprar um imóvel. O sonho latino americano da casa própria pouco existe por lá. A estabilidade da economia permite que os trabalhadores se aposentem ganhando o mesmo valor que ganham na ativa, permitindo arcar com as despesas de aluguel até o fim da vida. Cidades muito antigas como Milão, não possuem terrenos desocupados para receber novos empreendimentos, e os imóveis existentes pertencem, em sua grande maioria, a famílias tradicionalmente abonadas. Assim, se não se pode nem sonhar com a casa própria, pensam eles, vamos investir em uma boa roupa, com o melhor tecido disponível. Surgem assim, as grandes marcas de roupas, bolsas e acessórios.  

Por aqui, cabe à grande maioria proletariada escolher entre as parcelas da tão sonhada casa própria ou os novos lançamentos da moda internacional. O que escolher?  


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