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Destaques

Moda em Movimento: A Revolução dos Vídeos que Traduzem Essência

A forma de comunicar moda está mudando, e muito rápido na minha visão... Hoje, registrar um desfile vai muito além de “mostrar roupas”: tem que traduzir sensações, ritmo, textura, conceito… tem que revelar a alma e o conceito do projeto. No lançamento da marca UÓ, de marcelo sommer , essa visão ganhou força com o vídeo produzido pela hungryman , que transformou o desfile em uma obra audiovisual. Escaneamento digital, movimentos de drone, recortes precisos de edição e uma leitura sensível dos detalhes especialmente das peças criadas 100% em upcycling têxtil, eles criaram uma narrativa que amplia o propósito da coleção e coloca a circularidade como protagonista. O resultado é um filme que interpreta. É assim que vejo os novos caminhos da comunicação de moda: - menos registro, mais narrativa - menos equipamento, mais olhar - menos superfície, mais propósito A quem trabalha com imagem, branding, moda, inovação e storytelling: este vídeo é um case contemporâneo de como unir sensibili...

Descarbonizar moda e luxo não é mais pauta de marketing.

Insight Moda e Business – Agosto 2025

O relatório da Bain & Company deixa claro que descarbonizar moda e luxo não é mais pauta de marketing, mas disciplina de negócio. O ponto de maior retorno está onde impacto ambiental e valor comercial se encontram.
Três eixos merecem atenção imediata:

  1. IA como motor de eficiência e redução de emissões – Ferramentas de inteligência artificial já ajudam marcas a prever demanda com mais precisão e a reduzir devoluções no e-commerce, combatendo dois grandes vilões: superprodução e estoque parado.

  2. Mudança de mentalidade no sourcing e produção – Mais que adotar matérias-primas recicladas, o desafio é influenciar fornecedores para usar processos produtivos de baixa emissão e expandir modelos sob demanda (made-to-order e made-to-measure), produzindo apenas o que será vendido.

  3. Circularidade lucrativa – Revenda (resale) e segunda mão ainda geram ROI negativo para muitas marcas, mas novas regulamentações europeias (como o passaporte digital de produtos) podem dobrar o valor de vida útil de uma peça e transformar resale em fonte de crescimento de margem  desde que controlada e operada pela própria marca.

📌 Oportunidade para o Brasil: antecipar tendências regulatórias e investir em IA, gestão de fornecedores e canais próprios de segunda mão pode posicionar marcas nacionais na vanguarda da moda sustentável — e, ao mesmo tempo, protegê-las contra riscos regulatórios e de reputação que já começam a pressionar o mercado europeu.

Fonte: https://www.bain.com/pt-br/about/media-center/press-releases/20252/decarbonizing-fashion-and-luxury-require-action-where-value-and-impact-intersect-and-ai-could-play-a-key-role/

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