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Destaques

Reset Sensorial: por que os cinco sentidos devem moldar o consumo até 2028

Durante muito tempo, o marketing operou sob a lógica da captura de atenção. Quanto mais estímulo, velocidade, conteúdo, telas, notificações e performance, melhor. Só que o jogo começou a virar. O consumidor contemporâneo não está apenas conectado; ele está cansado . E é justamente nesse cansaço que o reset sensorial ganha força: como resposta à exaustão cognitiva e emocional provocada por anos de hiperestímulo, aceleração e excesso de informação. A WGSN define o conceito como a valorização de tato, olfato, visão, audição e paladar como ferramentas de bem-estar, presença e conexão . Embora o nome “reset sensorial” esteja sendo popularizado agora, a lógica por trás dele já aparece em outros grandes relatórios globais. A Accenture , em Life Trends 2025 , descreve o movimento de Social Rewilding , segundo o qual as pessoas buscam mais profundidade, autenticidade e riqueza sensorial nas experiências. Na pesquisa da consultoria, 42% atribuíram sua experiência mais prazerosa da última se...

Uma top para um ex–boia-fria

Assim começa a matéria da revista Exame de 24/03.


Você pode imaginar de quem estamos falando? Nem todo mundo tem interesse ou sabe do real bastidores dos nomes que hoje ainda fazem nome no Brasil...
O paulista Marco Franzato trabalhou em fazendas até a adolescência. Com o dinheiro de um Monza usado fez a Morena Rosa, uma das marcas de roupas femininas que mais crescem no país.
A inglesa Naomi Campbell e o paulista Marco Franzato sempre habitaram universos opostos.
Nós anos 80, enquanto a modelo iniciava carreira no glamouroso universo das passarelas européias, Franzatto trabalhava como boia-fria em fazendas de café em Cianorte, no interior do Paraná. Na década seguinte, Naomi deslanchou na carreira tornando-se uma das tops mais bem pagas do mundo, ao lado de Cindy Crawford e Linda Evangelista. À sua maneira, Franzato também prosperou – começou a trabalhar na área de contabilidade de uma pequena fabricante local de balas e doces.
Até que, sem perspectivas de subir na carreira, resolveu abrir a própria empresa ao lado da mulher e de dois cunhados (todos com a mesmaparticipação acionária). Em 1993, com o dinheira da venda de um Monza usado e apenas quatro máquinas de costura, começou a produzir as primeiras peças com a etiqueta Morena Rosa. Passados 17 anos, finalmente os caminhos de Naomi e Franzato se cruzaram em janeiro deste ano – Mais precisamente num galpão da Vila Leopoldina, bairro da zona Oeste de São Paulo.
A modelo estava lá para fotografar a nova campanha da Morena Rosa, após três árduos anos de negociações e em troca de um cachê estimado de 1 milhão de reais. “Ter uma grande top como a Naomi para representar nossa marca era questão de honra”. Diz Franzato, de 51 anos. “Precisávamos mostrar que competimos de igual para igual com marcas mais tradicionais.”


O que é Morena Rosa:
Fundação Abril 1993
Presidente O paulista Marco Antonio Frazato, de 51 anos
Sede Cianorte, no interior do Paraná
Faturamento 200 milhoes de reais em 2009
Lojas Está presente em 1600 multimarcas em todo o país e tem uma loja própria em Balneário Camboriú, em Santa Catarina
Produção 1,6 milhão de peças por ano, todas desenhadas com a ajuda da mulher de Frazato, Valdete.

Saiba mais na revista Exame Edião 964 de 24/03 pag 56-58.

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