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Destaques

Reset Sensorial: por que os cinco sentidos devem moldar o consumo até 2028

Durante muito tempo, o marketing operou sob a lógica da captura de atenção. Quanto mais estímulo, velocidade, conteúdo, telas, notificações e performance, melhor. Só que o jogo começou a virar. O consumidor contemporâneo não está apenas conectado; ele está cansado . E é justamente nesse cansaço que o reset sensorial ganha força: como resposta à exaustão cognitiva e emocional provocada por anos de hiperestímulo, aceleração e excesso de informação. A WGSN define o conceito como a valorização de tato, olfato, visão, audição e paladar como ferramentas de bem-estar, presença e conexão . Embora o nome “reset sensorial” esteja sendo popularizado agora, a lógica por trás dele já aparece em outros grandes relatórios globais. A Accenture , em Life Trends 2025 , descreve o movimento de Social Rewilding , segundo o qual as pessoas buscam mais profundidade, autenticidade e riqueza sensorial nas experiências. Na pesquisa da consultoria, 42% atribuíram sua experiência mais prazerosa da última se...

McQueen arrebatador ! Por Henrique Steyer

 
“Vou levá-los em viagens que vocês nunca sonharam que fosse possível.” – Alexander McQueen prometeu e cumpriu!
A exposição Savage Beauty, no  Metropolitan Museum of Art, em Nova York, inaugurada durante o Baile anual do MET chega ao fim e deixa as melhores impressões possíveis àqueles que puderam ver este resumo da obra de um grande gênio. McQueen não era um estilista. Era um artista, criador e questionador ímpar. O trabalho de curadoria é louvável, assinado por Andrew Bolton, que afirmou: "Com sua fascinação pelo macabro, o grotesco e o sublime, Alexander McQueen era nada menos que um grande artista, e está no lugar certo: no museu."
A fila de entrada para este grande show visual tinha um tempo de espera de pelo menos duas horas e meia, onde pessoas do mundo inteiro, de todas as tribos e estilos esperavam ansiosas para ver de perto o legado de uma das mentes mais brilhantes dos últimos tempos. Já na entrada, somos surpreendidos com a qualidade do trabalho que reflete a paixão que Alexander tinha por aquilo que fazia.
A exposição é dividida em seis ambientes “A mente romântica”, “Gótico romântico e gabinete de curiosidades”, “Nacionalismo romântico”, “Exotismo romântico”, “Primitivismo romântico” e “Naturalismo romântico”. Em meio a tudo isso, projeções no teto, frases de impacto nas paredes, efeitos visuais incríveis com jogo de espelhos e modelos criados com penas de pato, de avestruz, metal, madrepérolas, etc., etc., etc. No salão que mostra os sapatos e acessórios, itens de fetishe segundo o estilista, percebemos que a trilha sonora dá espaço a sons de gemidos de prazer, típicos de filmes eróticos. Bravo!
Aos 40 anos de idade, Alexander McQueen, que apresentava um quadro de insônia e depressão, foi encontrado morto em sua casa após se enforcar. Seria uma forma desta mente espetacular fugir deste mundo, que para ele deveria parecer repleto de pessoas medíocres e egoístas, ocupadas com suas rotinas insossas, enquanto ele criava um legado impressionante? Quanto ele não terá sofrido com tudo isso? Teria ele uma visão ampliada do caos? Há uma frase dele que diz: “Vejo beleza no grotesco, como a maioria dos artistas."   Talvez este seja o preço de nossas escolhas...
Me conforta o fato desta ser uma das exposições de maior sucesso no Metropolitan nos últimos tempos. Para mim, seu trabalho não tem precedentes. Ele conhecia muito bem as regras e tradições, e por isso, as quebrava com tanta maestria. O que foi mostrado lá, está longe de ser roupa. É mais do que conceito. É único! Só quem viu sabe o que foi. Aplausos! God save McQueen!
Henrique Steyer é arquiteto e publicitário, com pós-graduação em design estratégico pelo Politécnico de Milão e comanda a ALBUS design.
 

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