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Destaques

Reset Sensorial: por que os cinco sentidos devem moldar o consumo até 2028

Durante muito tempo, o marketing operou sob a lógica da captura de atenção. Quanto mais estímulo, velocidade, conteúdo, telas, notificações e performance, melhor. Só que o jogo começou a virar. O consumidor contemporâneo não está apenas conectado; ele está cansado . E é justamente nesse cansaço que o reset sensorial ganha força: como resposta à exaustão cognitiva e emocional provocada por anos de hiperestímulo, aceleração e excesso de informação. A WGSN define o conceito como a valorização de tato, olfato, visão, audição e paladar como ferramentas de bem-estar, presença e conexão . Embora o nome “reset sensorial” esteja sendo popularizado agora, a lógica por trás dele já aparece em outros grandes relatórios globais. A Accenture , em Life Trends 2025 , descreve o movimento de Social Rewilding , segundo o qual as pessoas buscam mais profundidade, autenticidade e riqueza sensorial nas experiências. Na pesquisa da consultoria, 42% atribuíram sua experiência mais prazerosa da última se...

Descarbonizar moda e luxo não é mais pauta de marketing.

Insight Moda e Business – Agosto 2025

O relatório da Bain & Company deixa claro que descarbonizar moda e luxo não é mais pauta de marketing, mas disciplina de negócio. O ponto de maior retorno está onde impacto ambiental e valor comercial se encontram.
Três eixos merecem atenção imediata:

  1. IA como motor de eficiência e redução de emissões – Ferramentas de inteligência artificial já ajudam marcas a prever demanda com mais precisão e a reduzir devoluções no e-commerce, combatendo dois grandes vilões: superprodução e estoque parado.

  2. Mudança de mentalidade no sourcing e produção – Mais que adotar matérias-primas recicladas, o desafio é influenciar fornecedores para usar processos produtivos de baixa emissão e expandir modelos sob demanda (made-to-order e made-to-measure), produzindo apenas o que será vendido.

  3. Circularidade lucrativa – Revenda (resale) e segunda mão ainda geram ROI negativo para muitas marcas, mas novas regulamentações europeias (como o passaporte digital de produtos) podem dobrar o valor de vida útil de uma peça e transformar resale em fonte de crescimento de margem  desde que controlada e operada pela própria marca.

📌 Oportunidade para o Brasil: antecipar tendências regulatórias e investir em IA, gestão de fornecedores e canais próprios de segunda mão pode posicionar marcas nacionais na vanguarda da moda sustentável — e, ao mesmo tempo, protegê-las contra riscos regulatórios e de reputação que já começam a pressionar o mercado europeu.

Fonte: https://www.bain.com/pt-br/about/media-center/press-releases/20252/decarbonizing-fashion-and-luxury-require-action-where-value-and-impact-intersect-and-ai-could-play-a-key-role/

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