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Destaques

Reset Sensorial: por que os cinco sentidos devem moldar o consumo até 2028

Durante muito tempo, o marketing operou sob a lógica da captura de atenção. Quanto mais estímulo, velocidade, conteúdo, telas, notificações e performance, melhor. Só que o jogo começou a virar. O consumidor contemporâneo não está apenas conectado; ele está cansado . E é justamente nesse cansaço que o reset sensorial ganha força: como resposta à exaustão cognitiva e emocional provocada por anos de hiperestímulo, aceleração e excesso de informação. A WGSN define o conceito como a valorização de tato, olfato, visão, audição e paladar como ferramentas de bem-estar, presença e conexão . Embora o nome “reset sensorial” esteja sendo popularizado agora, a lógica por trás dele já aparece em outros grandes relatórios globais. A Accenture , em Life Trends 2025 , descreve o movimento de Social Rewilding , segundo o qual as pessoas buscam mais profundidade, autenticidade e riqueza sensorial nas experiências. Na pesquisa da consultoria, 42% atribuíram sua experiência mais prazerosa da última se...

A moda, a globalização e o colonialismo - por Bia Zalewski

A globalização e o colonialismo é um assunto que rende muitas páginas e discussões, às vezes fico olhando estilistas, jornalistas de moda, reclamando o quanto fazemos cópias, imitamos ainda a Europa. Comecei a analisar, pesquisar e conversar com meus amigos europeus e tirei algumas conclusões interessantes.

Nós somos um país novo, temos apenas um pouco mais que 500 anos, quantos séculos de história possui a Europa?

Recentemente recebi no Brasil, um casal de amigos italianos que acharam muito engraçado, nós no Rio Grande do Sul ficar comemorando datas, como 150 anos da imigração alemã no Brasil, tirar fotos com roupas antigas, costume nosso no sul. Por quê?

O que são cem anos, para que teve Luis XV ou tem na sua história Maria Antonieta , imagina que até o início da Revolução Francesa, os alemães e italianos nem tinham chegado no Brasil.
Há quanto séculos eles produzem moda! Não devemos nos culpar, nos martirizar, mas nesse momento de globalização devemos usar a internet, a mídia, para deixarmos de sermos colônia e nos tornarmos livres!!

Agora sim, podemos ter nossas ideias mostradas, divulgadas e nos tornarmos bem sucedidos na nossa liberdade de criação e expressão.
Mas ainda sim temos um porem, a nossa diferença climática, quando estamos aqui torrando no sol, eles estão sufocados na neve. Então vamos usar isso a nosso favor!

Acredito, pelo que tenho visto, que temos tudo para deixar de ser colônia, principalmente na moda verão. “Eles estão de olho no hemisfério norte, na nossa moda praia”. “A ordem e progresso agora devem ser : vamos “invadir “ a praia deles”.
Vamos usar nossas cores, nossas espécies de fauna e flora, nossa criatividade e nos tornarmos referência lá ,do outro lado do além mar.
E vamos parar de nos culpar por fazermos cópias, porque os japoneses copiam também, mas ninguém consegue chegar às cópias deles, são melhores que as originais.
Então viva o colonialismo em épocas de globalização.

Bia Zalewski - jornalista e consultora de moda no RS