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Destaques

Reset Sensorial: por que os cinco sentidos devem moldar o consumo até 2028

Durante muito tempo, o marketing operou sob a lógica da captura de atenção. Quanto mais estímulo, velocidade, conteúdo, telas, notificações e performance, melhor. Só que o jogo começou a virar. O consumidor contemporâneo não está apenas conectado; ele está cansado . E é justamente nesse cansaço que o reset sensorial ganha força: como resposta à exaustão cognitiva e emocional provocada por anos de hiperestímulo, aceleração e excesso de informação. A WGSN define o conceito como a valorização de tato, olfato, visão, audição e paladar como ferramentas de bem-estar, presença e conexão . Embora o nome “reset sensorial” esteja sendo popularizado agora, a lógica por trás dele já aparece em outros grandes relatórios globais. A Accenture , em Life Trends 2025 , descreve o movimento de Social Rewilding , segundo o qual as pessoas buscam mais profundidade, autenticidade e riqueza sensorial nas experiências. Na pesquisa da consultoria, 42% atribuíram sua experiência mais prazerosa da última se...

Milão 2009 – Design e + Design por Henrique Steyer

O Salone Internazionale del mobile ocorre todos os anos e é o maior evento de Design do mundo. Atrai arquitetos, designers, jornalistas, curiosos, lojistas e fabricantes de móveis de todo o mundo com o intuito de captar as novas tendências e fazer negócios. Aproximadamente 490 mil metros quadrados de área são necessários para que os mais de 1.400 expositores apresentem as novidades em um dos maiores parques de exposições da Europa. Este ano o evento ocorreu de 22 a 27 de abril. 

Como acontece na moda, hoje em dia não existe mais uma ditadura do que deve ser usado. Tudo é possível. O que se nota são algumas tendências como as cores fortes para estofados, entre elas o laranja, o vermelho e o berinjela. Outra vedete são os móveis e objetos interativos e modulares. Fáceis de adaptar em espaços pequenos, eles possibilitam mudar a “cara” da decoração sem muito esforço. 

Para espantar a crise, grandes marcas exibem criações de importantes designers com muitas cores, brilhos, espelhos e materiais quentes. O acabamento das peças é quase uma obsessão da maioria dos expositores. Diferentes estampas, materiais naturais (ou imitando natural) servem para aumentar a sensação do toque. 

Figuras importantes como os irmãos Campana e karim Rashid, grandes estrelas da festa, circulam livremente entre os “mortais visitantes”, demonstrando que Milão é realmente a capital mundial do Design. 


 

No mesmo período em que ocorre o famoso Salão do Móvel, a cidade apresenta outra surpresa: A Zona Tortona. Trata-se do centro do design de vanguarda milanês. Um mundo à parte. Enquanto na Feira do Móvel, as grandes indústrias moveleiras e o design assinado tomam conta do pedaço e o principal objetivo é comprar e vender, na Zona Tortona a criatividade dita as regras.

  

Lá, antigas fábricas e edifícios, são alugados por uma semana para os designers provenientes de todo o mundo mostrarem seus trabalhos, transformando este bairro em uma festa da cultura e do design. 

Todos que transitam por lá durante esta semana estão fascinados com a arte, com a moda e com a criatividade que existe no ar. Todas as tribos em um mesmo local, onde a linguagem falada é uma só: Design.

Bom... Milão, até o ano que vem!

 Henrique

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